Categoria: Artigos

Mais de 9 mil estudantes recebem hoje Bolsa Permanência

Mais de 9 mil estudantes recebem, a partir de hoje (12), o Bolsa Permanência, do Programa Universidade para Todos (Prouni). O auxílio, no valor de R$ 400, pode ser utilizado em despesas com material didático, livros, transporte ou alimentação e está disponível na conta dos estudantes.

Educação para o século 21

Mais exercícios, mais repetição e mais testes podem até resultar em uma nota maior, mas não prepararão o aluno de forma integral e, muito menos, darão conta de desenvolver todas as competências que ele necessita para enfrentar os desafios do século 21. Enquanto o mundo abre espaço e cobra que os jovens sejam protagonistas de seu próprio desenvolvimento e de suas comunidades, o ensino tradicional ainda responde com modelos criados para atender demandas antigas. A realidade é que o ser humano é definitivamente complexo e, para desenvolvê-lo de maneira completa, é necessário incorporar estratégias de aprendizagem mais flexíveis e abrangentes.

Uma das saídas para reconectar o indivíduo ao mundo onde vive passa pelo desenvolvimento de competências socioemocionais. Nesse processo, tanto crianças como adultos aprendem a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável, entre outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes, além de explicar por que crianças de um mesmo meio social vão trilhar um caminho mais positivo na vida, enquanto outras, não.

Longe de ser um modismo, a preocupação com o desenvolvimento dessas características sempre foi objetivo da educação e precisa ser entendido como um processo de formação integral, que não se restringe à transmissão de conteúdos. Então o que muda? Para que consiga alcançar esse propósito, a inclusão de competências socioemocionais na educação precisa ser intencional.

“As competências socioemocionais são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar”

“A gente está falando de uma mudança de cultura, de compreensão de vida, do que a gente acredita que é o ser humano, o conhecimento, a aprendizagem e de qual é o papel da escola”, explica Anita Abed, consultora da Unesco (organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura). “O conhecimento em si deve ser amplamente significativo e prazeroso, algo da ordem socioemocional”, diz.

A nova visão não implica em deixar de lado o grupo de competências conhecidas como cognitivas (interpretar, refletir, pensar abstratamente, generalizar aprendizados), até porque elas estão relacionadas estreitamente com as socioemocionais. Pesquisas revelam que alunos que têm competências socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter” (Intrínseca, 272 págs), o escritor e jornalista americano Paul Tough vai além, e coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização. O livro ainda explica que competências socioemocionais não são inatas e fixas: “elas são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar”, seja no ambiente escolar ou dentro de casa.

“As competências socioemocionais são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar”

Fonte: Instituto Ayrton Senna

Defasagem no aprendizado de estudantes em 2021

Em 2021, 93% dos professores de escolas públicas e privadas de educação básica dizem ter enfrentado dificuldades extras em sala de aula em consequência das lacunas na aprendizagem causadas pela pandemia. Além disso, 94% dos docentes acreditam que, nesse período, os pais ou responsáveis pelos alunos tiveram problemas para orientar os filhos nas tarefas escolares. O estudo é do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

O levantamento mostrou ainda que, para 86% dos educadores, a falta de dispositivos e acesso à internet nos domicílios dos alunos atrapalhou a aprendizagem, porcentagem similar à registrada em 2020. “Embora tenham sido implementadas políticas públicas de apoio aos estudantes e professores, o que podemos observar é que no segundo ano de pandemia dificuldades semelhantes continuaram a ser identificadas, agora pelos professores”, afirmou Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, em nota para a imprensa.

Segundo a pesquisa, 85% dos professores confirmaram o aumento da carga de trabalho. Do total, 58% dos docentes buscaram oferecer aulas de recuperação presenciais e remotas com o uso de tecnologias digitais.

Fonte: Gazeta do Povo

EAD supera a modalidade presencial

Dados do Censo da Educação Superior 2020, do Inep, mostram que o número de ingressantes no ensino a distância (EAD) superou, pela primeira vez, o registrado na modalidade presencial.

Em 2020, houve um aumento de 26% de ingressantes no EAD em comparação com 2019, chegando a 2 milhões de estudantes. Já o ensino presencial teve uma queda de 13%, com 1,7 milhões de ingressantes em 2020 (eram 2 milhões em 2019).

Entre 2010 e 2020, o ensino EAD teve um crescimento de 428%. O levantamento revelou ainda que em cursos de licenciatura a modalidade a distância predomina com quase 59% de matrículas.

Fonte: Gazeta do Povo